A ARTE DE OLHAR




O olhar é um universo carregado de sentido. É o arbitrário que enxerga.
Considerada por alguns como a manifestação mais democrática da arte, a fotografia codifica em imagem o mundo pessoal daquele que fotografa. Testemunha sua postura e personalidade frente à vida.

E a “foto arte” exprime justamente isso, o sentimento, a emoção do artista sobre as pessoas, a natureza e o mundo que o cerca.
Fotografar é o abandono do olhar utilitário e automático (preguiçoso olhar sem ver); é o abraço à mirada analítica e selecionadora.
O olhar fotográfico é tornar consciente a percepção visual e aplicar essa consciência ao enquadrar o mundo no retângulo.

O olhar sempre deseja mais do que lhe é dado a ver.
Premia-se recordando, fazendo memorável, se castiga com o esquecimento.
A experiência da própria fugacidade nos impulsiona a fotografar e, assim, vamos criando o universo de imagens que resistirão à queda.
Fotografamos para recordar, para tornar a habitar esse lugar em que sabemos quem somos.



CLEISON SILVA

É jovem, é talentoso... é nativo.
Cleison Silva torno-se fotografo em a vila aos 19 anos, apaixonado pela suas curvas, contrastes e esse ar particular dos fins de tarde.

“No inicio foi muito difícil, pois escolhi uma profissão incomum para um nativo –ele disse-. Sofri preconceito por parte de alguns moradores, mais não baixei a cabeça diante das criticas, sempre tive elas como construtivas por mais duras que fossem”.
“Há dois anos trabalho profissionalmente com fotografia, e os mesmos que me criticavam no inicio me procuram agora para fazer trabalho. Essa é a vida”.

Fotografia é ação, liberdade, expressão, arte...
Fotografar é amar aquilo que se intui.




Cleison Silva,fotógrafo
nativo de Jericoacoara
Contato:cleison@galerajeri.com.br



Cleison Silva


 

 

FOTOGALERIA



Cleison Silva


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PESCARIA ARTESANAL


Sustento econômico e impacto ambiental


A pesca artesanal –assim como a agricultura- é uma das principais formas de interação do homem com a natureza.
Amadora e de subsistência, é objeto de estudo por ter influências ambientais, culturais e socioeconômicas na região.
Os aparelhos de pesca são classificados em dois categorias:

1- Aparelhos passivos, que são fixos ou estacionários, tais como anzol, espinhel e armadilhas.
2- Aparelhos ativos, que são moveis como as redes de deriva e de arrasto, e tarrafas.

O uso da tarrafa é generalizado em todas as regiões costeiras do Brasil. É um aparelho simples e pratico para captura de peixes. Sua forma é cônica sendo confeccionado com linha de nylon, algodão ou tucum e medem cerca de seis metros de altura, pesando em média de 6 a 8 quilos. Na extremidade do fechamento do cone é colocado um cordel de grande comprimento, o qual ficará preso à mão do pescador. A extremidade oposta é livre e bem circular, e dotada de saco. Neste local é colocada a chumbada o que permitirá a descida rápida do aparelho e em forma de circulo, para aprisionar os peixes.

Manejada por um só homem, lançada das margens dos rios e do mar ou, ainda de cima de pequenos barcos (jangadas e canoas), tão conhecido instrumento de pesca é usado por dezenas de modestos pescadores.

Os que lançam a tarrafa na água chamam-se tarrafeadores ou tarrafeiros.



 

 


PESCA DE ARRASTO DE PRAIA


A pesca de arrasto de praia é realizada sempre no período de maré baixa, com a utilização de uma rede de 35 metros de malha de nylon com uma linha com pesos (chumbada) na porção inferior e bóias na porção superior.

Para a obtenção dos dados relativos à produção da pesca nativa em Jericoacoara, foram realizados pelo Instituto Chico Mendes acompanhamentos diários visitando os locais de pesca nos períodos de atividade.

As redes do arrasto são operadas, em média, por 6 a 8 pescadores. A área de entorno emprega 423 pessoas, segundo as informações dos proprietários das redes.


Conclusão: a pesca de arrasto realizada na costa do Parque Nacional de Jericoacoara caracteriza-se por ser uma atividade sazonal de porte artesanal, onde todos os procedimentos são realizados sem a presença de máquinas, sendo utilizado apenas o trabalho braçal.

Como atividade de pesca é pouco seletiva, sendo capturada
uma grande diversidade de espécies (bagre, camarão, cação, sardinha, siri, lagosta verde).

Devido ao tamanho da malha das redes o impacto sobre a fauna costeira do Parque é elevado.




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AS MULHERES DO CROCHÊ


Possuem habilidades antigas. Manos que se movem prestas e rápidas.
Gestos automáticos transmitidos de geração em geração e que servem para transformar a matéria prima em artesanía.

Mulheres que trabalham cotidianamente para custodiar velhas tradições.
“Aos 7 anos aprendi a fazer crochê –diz DIANA DE SOUZA, Presidente da Associação das Artesãs” Mundo Jeri.”Me ensinou a minha avó; eu me pendurava nas suas costas e olhava... achava bonito!!! Meu primeiro trabalho foi uma baranda de rede e com o dinheiro que ganhei comprei as minhas coisas da escola.”

Nascida em Caiçaras, município de Cruz, é residente em Jericoacoara faz 16 anos quando a vila ainda não tinha energia.

“Algumas pousadas tinham gerador; a gente usava lâmpadas a querosene. Aí que todo mudou. O turismo deu oportunidade às famílias carentes da região, mais emprego e conhecimento também”.

Ganharam experiência e com o contato apareceram as oportunidades de crescimento profissional e pessoal.

“Logo participei da feirinha de artesanato na rua principal –lembra Diana-; eu já tinha no sangue só que não conhecia o nome artesã, o que logo com o tempo virei”.
Agora é parte do Mundo Jeri.

 




 

 





 

 





 

 





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