NA ERA DO DISCO


O REVIVAL

E como tornar no túnel do tempo. Impossível não se sentir saudoso. Ouvir o chiado da agulha encima dessas belezas de vinil. Lembrar-se da infância ao ver a redondeza de discos coloridos pendurados do teto como balões que dançam no ar. Peças de museu que agitam a memória emotiva.





 



È uma descarga elétrica de sentimentos.
Peças exóticas, raridades para os jovens da era digital.
Mas a historia é circular; um eterno retorno.

Aí, na cidade cosmopolita, naquela loja de musica do Shopping Center os clientes garimpam os últimos lançamentos internacionais em uma prateleira repleta de discos de vinil, segurando-os como se fossem relíquias, olhando as artes das capas como se fossem quadros.
Aqui, nesta Vila de Pescadores, turistas surpresos pelo encantamento de um local original e cheio de mistérios. Um lugar sem nome porque os discos são os protagonistas. A oportunidade única de ouvir o som “autentico” da Bossa Nova... e o infinito talento dos músicos brasileiros.

Enquanto as vendas de CD continuam em declínio e MP 3 são trocados sem pena alguma, o LP está ensaiando o seu retorno.
Para ter idéia do sucesso, o álbum Back to Black da polemica Amy Winehouse, vende 60 unidades por mês, ao preço de 74,57 reais.
Agora, em plena era da musica digital, com as grandes gravadoras desnorteadas e com uma facilidade cada vez maior de consumir musica na Internet, os discos de vinil estão deixando de ser apenas um fetiche ou um objeto de desejo de colecionadores para conquistar um novo mundo.
O áudio do CD é magro e pálido perto do vinil. Um dos argumentos para o renascimento dos discos é a diferença do som. As gravações em CD ou MP 3, por serem comprimidas digitalmente, teoricamente “cortam” as freqüências mais altas e baixas, eliminando ecos, batidas graves e a espacialidade do som.

Hoje os LP’S antigos podem ser convertidos para MP 3 graças a novos equipamentos de toca-discos equipados com portas USB.
O CD é há muito tempo conhecido pelo seu áudio límpido mas excessivamente “magro” e, ás vezes, metálico. Com o vinil, a variação vai de “precisa a cheia” quando a questão é reproduzir o material da fonte original, explicam os engenheiros de masterização.
As pessoas não parecem se importar com a leve perda de agudos que pode ter com o vinil.
Seja inspecionando a agulha de toca-discos em busca de poeira ou tendo que mudar o lado do disco, LP’S exigem atenção. Amigos em volta enquanto o disco toca. A musica é muito mais do que apertar um botão.

Na era do individualismo exacerbado, do capitalismo selvagem,
Curtamos o revival.

 
ALEJANDRA TRAVERSO


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ARTE DO LIXO


Como contrapor os opostos deste mundo??? Como converter em beleza a sujeira ???
O encontro dos opostos...luz ou escuridão ...admiração ou rejeição ...virtuosidade ou degradação... o equilíbrio se encontra na procura de estabilizar os opostos.
A sensibilidade da beleza feminina entra em escuro choque com o fedor do lixo das ruas... Como é possível equilibrá-los ??? Com Arte !!!

A Arte do Lixo transforma uma pequena rede de pescador numa bela sereia....papeis e sacolas plásticas viram anjos,... retalhos despedaçados recriam bruxas. Todo pode ser transformado pela imaginação e o olhar duma câmera fotográfica.
No começo as pessoas ficam assustadas ao ver uma caixa repleta de lixo e pensar que isso pode transformar uma pessoa comum em um personagem imaginário.

...Tudo vai e volta... todo muda...todo se transforma... O mundo gira constantemente e se conseguimos entrar nesse movimento , nesse fluir, com um sentimento mas puro de todo o que nos cerca, poderemos ver o mundo com um outro olhar... o Olhar Criativo.
A Arte transforma os materiais que utilizamos, transforma as cores, o lixo, as pessoas e, principalmente, a arte Nos Transforma !!!

Se pudéssemos recriar cada cosa que vemos sem ver, e focássemos a nossa visão nos pequenos fatos cotidianos ...uma flor que nasce...um passaro escondido na folhagem...a metamorfose da lagarta em mariposa...a textura de uma casca de coco... uma sacola jogada ao vento... a “possibilidade” escondida em cada coisa que rejeitamos ... não sei sim o mundo poderia ser melhor...mas com certeza seria mais belo!!!

Leandro Tambelli, mora em Jericoacoara,
é interventor cultural, dono da Casa de Cultura de Rua
de Guaramiranga. Valoriza o folclore do Brasil através
da música, a fotografia e a arte de rua.

 

 

Foto Galeria


 
 

Leandro Tambelli

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