FESTAS
JUNINAS


CULTURA E
TRADIÇÃO

 

 

 

FESTA DE SÃO JOÃO


O Brasil é um país muito rico em acervo cultural. Manifestações folclóricas mentem vivas as tradições e costumes de um povo, preservando de este modo sua identidade.
As Festas Juninas no nordeste movimentam mais gente que o famoso Carnaval.
Bandeirinhas, fogueiras, quadrilhas, forró e comida típica regional fazem parte das festividades.

Cultura, tradição e fé religiosa se misturam às comemorações lúdicas, transmitindo um costume ancestral de geração em geração.

Quando os portugueses chegaram com seus jesuítas ao Brasil, em torno do ano 1500, trouxeram em sua bagagem todas as suas crenças. Os jesuítas foram os primeiros a acender fogueiras e tochas para comemorar a festa de São João. Ela foi muito bem aceita pelo indígena, pois se identificava com suas danças sagradas, também em torno do fogo.
Atualmente, a devoção aos santos populares da igreja católica nas festas juninas inclui a Santo Antônio, São João e São Pedro.






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AS QUADRILHAS


Além da motivação religiosa, o povo cearense alia alegria, música, grinaldas, coreografias e uma estética colorida. A manifestação mais típica de São João são as quadrilhas (dança quadrada para quatro pares) herança cultural dos salões europeus.


Foto: Cleison Silva

A dança surgiu na França no século 19, e o nome vem do francês “quadrille”, que significa companhia de soldados. Durante o Império ela servia para abrir os bailes da corte.
Os integrantes da quadrilha realizam movimentos alegres e irreverentes. O marcador é uma figura fundamental. É ele quem puxa os passos que devem ser executados por todos, de forma sincronizada.
Em Jericoacoara, a Socorro é quem está à frente dos preparativos.
“Diferente das tradicionais, as quadrilhas estilizadas utilizam uma coreografia nas apresentações. Os passos são previamente ensaiados para determinada música.


Foto : Cleison Silva

“Nas tradicionais existem diversas personagens como a noiva e o noivo, o padre, a espanhola, o cigano, o policial, Lampião e Maria Bonita”, ressalta a Socorro.
Perduram desde os tempos imemoriais costumes e simbolismos.
As fogueiras de São João, que se queimam atualmente na noite de 23 de junho (véspera da festa) celebram a vida, o sol, o fogo transformador que consome o velho para criar o novo.
Elemento divinizado pelo homem, o fogo é nascimento, luz original, força vital e purificação.

 






 

 

A TIRANIA DA IMAGEM


Por : Alejandra Traverso

Há uma visão única e conservadora, um modelo inalcançável e impositivo de beleza.
O culto a aparência esconde o vazio e a inconsistência interior, a insuportável leveza do ser.
A mídia vem criando estereótipos femininos, definindo padrões e expectativas irreais de beleza. Paraísos artificiais que levam ao efêmero e impedem a condição de ser livres de qualquer restrição ou controle.
É a tirania da imagem e o seu rigor exagerado. A exaltação do supérfluo em detrimento da peculiaridade. A busca da beleza reduzida a mero esteticismo.
Copia. Repetição. Reprodução. Recrutamento. Submissão.
A imagem é uma representação que da uma idéia simplificada da pessoa, incompleta e, às vezes, falaz.
A imposição cultural de ser bonitas para ser aceitas é escravizante. Até mulheres de princípios, pontos de vista e mente aberta, progressista, se vem submetidas à tirania da imagem. Ser, parecer ou ser aparentemente?
Temos poucas permissões ao respeito.
Podermos ser carentes, frígidas, medíocres... mas não “feias”.
É permitido ser chatas, ignorantes ou falsas... Mas nunca gordas.
É permitido ser ordinárias, pouco evolucionadas... Mas não velhas.
No nosso Jornal, mulheres do mundo, estrangeiras e nativas, turistas e moradoras, aceitaram brincar com a sua imagem... E algumas ousar.
Brasil. Argentina. Itália. Canadá. Peru. França. Grécia. México. Israel. Suíça. Índia. Uruguai e Austrália.
Mulheres comuns porem peculiares.
Únicas pela sua interioridade!!!

Alejandra Traverso



 

 

 

O JOGO DAS BANDEIRAS







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FOTOGALERIA "MULHERES DO MUNDO EM JERI"


LEANDRO TAMBELLI




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