MACULELÊ

SENHORA APARECIDA

 

 

 

DANÇA E LUTA

Ole lê Maculelê

Existe em Santo Amaro da Purificação, Bahia, uma dança, um jogo de bastões remanescentes dos antigos índios cucumbis. É o maculelê. Esta "dança de porrete" tem origem Afro-indígina. Sua característica principal é a batida dos porretes uns contra os outros em determinados trechos da música, que é cantada e acompanhada pela forte batida do atabaque.
Esta batida é feita quando, no final de cada frase da música os dois dançarinos cruzam os porretes batendo-os dois a dois. Os passos da dança se assemelham muito aos do frevo pernambucano: são saltos, agachamentos, cruzadas de pernas. As batidas não cobrem apenas os intervalos do canto, elas dão ritmo fundamental para a execução de muitos trejeitos de corpo dos dançarinos.


Foto: Walter Angelotti

O maculelê tem muitos traços marcados que se assemelham a outras danças tradicionais do Brasil como o Moçambique de São Paulo, a Cana-verde de Vassouras-RJ, o Bate-pau de Mato Grosso, o Tudundun do Pará, o Frevo de Pernambuco.
Chamada a dança do canavial, os escravos a praticavam com cepos de canas nas mãos para extravasar todo o ódio que sentiam pelas atrocidades dos feitores. Eles diziam que era dança, mas na verdade era uma forma de luta contra os horrores da escravidão e do cativeiro.
Enquanto "brincavam" com os cepos de cana no meio do canavial, os negros cantavam (nos dialetos para que os feitores não entendessem o sentido das palavras) músicas que evidenciavam o ódio. Assim como a "brincadeira de Angola" camuflou a periculosidade dos movimentos da capoeira, a dança do maculelê também era uma maneira de esconder os perigos das porretadas.
Aos golpes e investidas dos feitores contra os negros, estes se defendiam com largas cruzadas de pernas pulando de um lado pro outro e dificultando o assédio. Para as lutas travadas durante o dia, os negros treinavam durante a noite nos terreiros das senzalas com paus em chama que retiravam das fogueiras, trazendo ainda mais perigo para o agressor.
 
 




 

 

A LENDA

 

Conta à lenda que a encenação do Maculelê baseia-se em um episódio épico ocorrido numa aldeia primitiva do reino de Ioruba, em que, certa vez, saíram todos junto os guerreiros para caçar, permanecendo na aldeia apenas 22 homens, na maioria idosa, junto das mulheres e crianças. Disso aproveitou-se uma tribo inimiga para atacar, com maior número de guerreiros. Os 22 homens remanescentes teriam então se armado de curtos bastões de pau e enfrentado os invasores, demonstrando tanta coragem que conseguiram pô-los em debandada. Quando retornaram os outros guerreiros, tomaram conhecimento do ocorrido e promoveram grande festa, na qual os 22 homens demonstraram a forma pela qual combateram os invasores. O episódio passou então a ser comemorado freqüentemente pelos membros da tribo, enriquecido com música característica e movimentos corporais peculiares. A dança seria assim uma homenagem à coragem daqueles bravos guerreiros.

“... Boa noite pra quem é de boa noite... Bom dia prá quem é bom dia: A benção meu papai, a benção... Maculelê é o rei da valentia...”

No início do século XX, com a morte dos grandes mestres do Maculelê de Santo Amaro da Purificação, o folguedo deixou de constar, por muitos anos, das festas da padroeira. Até que, em 1943, apareceu um novo mestre – Paulino Aluísio de Andrade, conhecido como Popó do Maculelê, considerado por muitos como o “pai do Maculelê no Brasil”. Mestre Popó reuniu parente e amigos, a quem ensinou a dança, baseando-se em suas lembranças, pretendendo incluí-la novamente nas festas religiosas locais. Formou um grupo, o “Conjunto de Maculelê de Santo Amaro”, que ficou muito conhecido.






 

 

EM JERICOACOARA

"Sou eu, sou eu... sou eu maculelê, sou eu..."


Foto: Cleison Silva

Atualmente a dança do maculelê é muito praticada e admirada por todos. É parte certa na apresentação de grupos de capoeira em eventos realizados na Vila de Jericoacoara. Seu ritmo vibrante contagia moradores e turistas por igual.

É fundamental para se preservar a dança do maculelê ensiná-la com destreza
e capacidade aos alunos, para que eles possam eventualmente fazer belas apresentações.

O mesmo acontece com a Capoeira Regional, ensinada pelos Mestres: Wesley, João, Seré, Moleza, Zé Manoel e Chico Bento no Paraíso encantado. É maravilhoso podermos ver as suas destrezas.



 

 




Foto: Walter Angelotti

O maculelê pode ser feito com porretes de pau, facões ou facas, mas, alguns grupos praticam o maculelê com tochas de fogo ou "tições" retirados na hora de uma fogueira que também fica no meio da roda junto com os dançarinos. É um espetáculo perigoso, pois se corre o risco de se queimar. Porém, é uma das coisas mais bonitas de se ver. Exige muita habilidade dos dançarinos.

Maculelê é um misto de dança e jogo de bastões, chamados grimas (esgrimas), com os quais os participantes desferem e aparam golpes. Num grau maior de dificuldade e ousadia, pode-se dançar com facões em lugar de bastões, o que dá um bonito efeito visual pelas faíscas que saem após cada golpe”, conta o Mestre José Manoel de Vasconcellos (Zé Manoel)

Essa manifestação de forte expressão dramática, ponto alto dos folguedos populares, nas origens, destinava-se a participantes do sexo masculino que dançavam em grupo, batendo as grimas (bastões) ao ritmo dos atabaques e ao som de cânticos em linguagem popular, ou em dialetos africanos. Dentre todos os folguedos existentes em Santo Amaro, cidade marcada pelo verde dos canaviais, o Maculelê era o mais rico em cores.

 



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SENHORA APARECIDA

RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL


Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida é um título católico dedicado a Maria, mãe de Jesus de Nazaré. O seu santuário localiza-se em Aparecida, no estado de São Paulo, e a sua festa é comemorada anualmente em 12 de outubro. Nossa Senhora Aparecida é a padroeira. Em 1929 foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial, por determinação do papa Pio XI, sendo coroada. Pela Lei nº 6.802 de 30 de junho de 1.980, foi decretado oficialmente feriado no dia 12 de outubro, dedicando este dia a devoção. Também nesta Lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.


Santuario

 




 

 

HISTORIA

O rio Paraíba, que nasce em São Paulo e deságua no litoral fluminense, era limpo e piscoso em 1717, quando os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves resgataram a imagem de Nossa Senhora Aparecida de suas águas. Encarregados de garantir o almoço do conde de Assumar, então governador da província de São Paulo, que visitava a Vila de Guaratinguetá, eles subiam o rio e lançavam as redes sem muito sucesso próximo ao porto de Itaguaçu, até que recolheram o corpo da imagem. Na segunda tentativa, trouxeram a cabeça e, a partir desse momento, os peixes pareciam brotar ao redor do barco.
Durante 15 anos, Pedroso ficou com a imagem em sua casa, onde recebia várias pessoas para rezas e novenas. Mais tarde, a família construiu um oratório para a imagem, até que em 1735, o vigário de Guaratinguetá erigiu uma capela no alto do Morro dos Coqueiros. Como o número de fiéis fosse cada vez maior, teve início em 1834 a construção da chamada Basílica Velha. O ano de 1928 marcou a passagem do povoado nascido ao redor do Morro dos Coqueiros a município e, um ano depois, o papa Pio XI proclamava a santa como Rainha do Brasil e sua padroeira oficial.
A necessidade de um local maior para os romeiros era inevitável e em 1955 teve início a construção da Basílica Nova, que em tamanho só perde para a de São Pedro, no Vaticano. O arquiteto Benedito Calixto idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura, capaz de abrigar 45 mil pessoas. Os 272 mil metros quadrados de estacionamento comportam 4 mil ônibus e 6 mil carros. Tudo isso para atender cerca de 7 milhões de romeiros por ano.






 

 

PRIMEIROS MILAGRES


MILAGRE DAS VELAS
Estando à noite serena, repentinamente as duas velas que iluminavam a Santa se apagaram. Houve espanto entre os devotos, e Silvana da Rocha, querendo acendê-las novamente, nem tentou, pois elas acenderam por si mesmas. Este foi o primeiro milagre de Nossa Senhora.
 




CAEM AS CORRENTES
Em meados de 1850, um escravo chamado Zacarias, preso por grossas correntes, ao passar pelo Santuário, pede ao feitor permissão para rezar a Nossa Senhora Aparecida. Recebendo autorização, o escravo se ajoelha e reza contrito. As correntes, milagrosamente, soltam-se de seus pulsos deixando Zacarias livre.
 


O CAVALEIRO SEM FÉ
Um cavaleiro de Cuiabá, passando por Aparecida, ao se dirigir para Minas Gerais, viu a fé dos romeiros e começou a zombar, dizendo, que aquela fé era uma bobagem. Quis provar o que dizia, entrando a cavalo na igreja. Não conseguiu. A pata de seu cavalo se prendeu na pedra da escadaria da igreja (Basílica Velha), e o cavaleiro arrependido, entrou na igreja como devoto.
 


MENINO NO RIO
O Pai e o filho foram pescar, durante a pescaria a correnteza estava muito forte e por um descuido o menino caiu no rio e não sabia nadar, a correnteza o arrastava cada vez mais rápido e o pai desesperado pede a Nossa Senhora Aparecida para salvar o menino. De repente o corpo do menino para de ser arrastado, enquanto a forte correnteza continua e o pai salva o menino.
 
 



 


FOTOGALERIA: " NATIVOS "


CLEISON SILVA

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VOANDO ALTO













 




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REPELENTE DE MOSQUITOS


CASEIRO E BARATO

Esta receita, passada por pessoas de uma colônia de pescadores de Muriquí, repele qualquer tipo de mosquito.
O excelente é que não intoxica; pode ser usado à vontade.

- 1 garrafa de álcool etílico;
- meio vidrinho de óleo Johnson, ou óleo para bebê, para não
desidratar a pele;
- 1 pacote de cravo (mais ou menos 30 cravos) da Índia em infusão. Colocar em repouso por algumas horas em vidro fechado.


Torna-se um excelente repelente caseiro!!!!!

Os pescadores há muito já conhecem esta mistura, usam sempre em suas noites de pescaria para evitar picadas de insetos.


Pescadores de Jericoacoara


Fotos: Cleison Silva

Outra prática barata é queimar folhas de eucalipto. Funciona. Vá de cômodo em cômodo e depois feche portas e janelas.
Citronela, você pode ter inclusive um vaso em casa. A prefeitura de Ubatuba distribuiu para os moradores mudas de citronela pra ajudar a repelir borrachudos e pernilongos.
Existem velas e até solução em supermercado como desinfetante pra passar no chão. O cheirinho é bom.

Muito cuidado ao usar continuamente os repelentes industrializados. Além de caros, o uso indiscriminado e contínuo de repelentes pode ser prejudicial à saúde. Na verdade é um veneno que vai sendo lentamente absorvido pelos poros, causando intoxicação.

 




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