FORRÓ
A MÚSICA DO POVO

FOTOGALERIA
À ESPERA DO VENTO

 

 

 

FORRÓ


A MÚSICA DO POVO

Não se sabe ao certo a origem da palavra que deu origem a essa dança: O FORRÓ, mais de acordo com pesquisadores o forró surgiu no século XIX. Nesta época, como as pistas de dança eram de barro batido, era necessário molhá-las antes, para que a poeira não levantasse. As pessoas dançavam arrastando os pés para evitar que a poeira subisse.

Segundo alguns historiadores o nome Forró era usado só para designar o local onde aconteciam os bailes e só mais tarde foi caracterizado como estilo musical, derivado do Baião. Forró também é redução de "forrobodó" termo africano que quer dizer: arrasta-pé, confusão, farra, desordem, rolo. A origem da palavra forró é a de significar um baile comum, sem etiqueta, denominada pelo povo de "Forrobodó", e, que, com o passar do tempo, por ser mais fácil pronunciar, acabou virando "forró".

O nome forró é tido, também, como derivado da palavra inglesa For All, que significa "para todos" em inglês. Os colonizadores europeus - principalmente os ingleses que construíram as linhas férreas do interior - trouxeram para o Brasil esta festa e a realizavam seguindo a tradição todos os anos no período de colheita das safras. No Nordeste, as danças desta festa eram bem parecidas com as atuais quadrilhas, onde se formava um grande círculo com os participantes e estes ficavam por muito tempo comemorando a boa colheita nos campos. Após vários anos e com a presença dos camponeses que haviam sido encontrados no Brasil esta festa passou por um grande e demorado processo de mudança, chegando ao atualmente conhecido forró pé-de-serra.

Uma das principais características do forró é o ato de arrastar os pés durante a dança. Esta é realizada por casais, que dançam com os corpos bem colados, transmitindo sensualidade. O forró é uma dança popular de origem nordestina. Esta dança é acompanhada de música, que possui o mesmo nome da dança. A música de forró possui temática ligada aos aspectos culturais e cotidianos da região Nordeste do Brasil. A música de forró é acompanhada dos seguintes instrumentos musicais: triângulo, sanfona e zabumba.

Embora seja tipicamente nordestino, o forró espalhou-se pelo Brasil fazendo grande sucesso. Foram os migrantes nordestinos que espalharam o forró, principalmente nas décadas de 1960 e 1970.

Atualmente, existem vários gêneros de forró: forró eletrônico, forró tradicional, forró universitário e o forró pé de serra.
O mais importante divulgador do forró foi o músico Luiz Gonzaga, pernambucano, o Rei do Baião como era mais conhecido. Na sua definição Forró é baile de ponta de rua, dentro da zona boêmia, de letra provocante e geralmente insultuosa, contando proezas e valentias. A primeira gravação em disco, cujo título evidenciava a palavra Forró, como local de dança foi em 1949, por Luiz Gonzaga. Gonzaga gravou o Baião intitulado "Forró de Mané Vito", dele em parceria com Zé Dantas, que mostravam muitas das características dos forrós.

O forró é o ritmo mais escutado nas rádios do Nordeste, e há algum tempo vem conquistando a população das grandes capitais brasileiras, como é o caso de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Vários clubes e boates trazem como atração principal bandas de forró pé-de-serra e de forró eletrônico, descaracterizando um pouco a cultura, mas levando-a aos quatro ventos.


Cariocas dançando Forró de Rua em Jericoacoara

Jovens das grandes cidades brasileiras acostumados a idolatrar artistas estrangeiros ficam enlouquecidos por causa de um ritmo que até pouco tempo atrás sofria grande preconceito. Pois, é isso o que está acontecendo com o forró, essa mistura “altamente inflamável” de ritmos africanos e europeus que aportaram no Brasil no início do século. Afinal, uma música que tem entre suas influências ritmos tão diverso como o baião, o xote, o xaxado, o coco, o vanerão e as quadrilhas juninas, só poderia mesmo originar uma dança que não deixa ninguém parado.

No dia 13 de Dezembro é comemorado o Dia Nacional do forró, data esta definida pelo fato de se comemorar o aniversário de Luiz Gonzaga que nasceu em 13 de Dezembro de 1912. Foi instituído pela Lei nº 11.176, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 6 de setembro de 2005, e que teve origem no Projeto de Lei nº 4265/2001, de autoria da deputada federal Luiza Erundina (PSB/SP).






 

 

FORRÓ NA CALÇADA


“A gente veio para passear em Jeri, formos hospedados na Pousada Cavalo Marinho de Iatã e Domingos, na Rua São Francisco, tocamos de brincadeira na calçada e deu certo. Se juntou muita gente e acabou virando serio”, diz Taline Barros, a segunda vocal do Trio Mirim de Fortaleza.
“Tocar na rua é mais espontâneo, a gente pede músicas, na hora se sabe se o publico está realmente gostando e o som acaba saindo melhor a causa da interação do grupo”.


Na frente da Casa do Caju

Os meninos estudam engenharia no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Eles decidiram formar a banda para difundir a cultura do Ceará, para se sentirem mais em casa já que estavam morando longe. Não tinham banda de forró na região do Vale de Paraíba.
“Um tocava violão clássico no conservatório, u outro MPB e u outro rock no teclado, explica Taline. “Nas feiras começou o ensaio. Logo tocaram num PUB e pela segunda vez numa festa de São João... E se apaixonaram pelo forró!”

O Trio MIRIM está composto por Leonardo Soares na Sanfona, Gilberto Justi na Zabumba e Bruno Falcão (primeira voz) no Triangulo. O produtor do grupo Raylan Araújo já recebeu numerosos convites para o grupo voltar a trazer alegria espontânea com o seu forró pé-de-serra.

O lema do grupo é

Melhor do que paredão
Muito melhor!!!

 

 

 

FOTOGALERIA : "ASPETTANDO IL VENTO"

 


WALTER ANGELOTTI


 

 

ÍNDIOS DO BRASIL

Os povos indígenas no Brasil incluem um grande número de diferentes grupos étnicos que habitaram o país antes da chegada dos europeus em torno de 1500. Viviam da caça, da pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente mandioca. Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar: derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio. Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo, porco do mato e capivara. Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha. Na Carta de Caminha é relatado que os índios se espantaram ao entrar em contato pela primeira vez com uma galinha.
As tribos indígenas possuíam uma relação baseada em regras sociais, políticas e religiosas. O contato entre as tribos acontecia em momentos de guerras, casamentos, cerimônias de enterro e também no momento de estabelecer alianças contra um inimigo comum.
Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da natureza. Vale lembrar que índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta madeira, construíam canoas, arcos e flechas e suas habitações (oca).
A palha era utilizada para fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo.

Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados. Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O pajé era o responsável por transmitir estes conhecimentos aos habitantes da tribo. Algumas tribos chegavam a enterrar o corpo dos índios em grandes vasos de cerâmica, onde além do cadáver ficavam os objetos pessoais. Isto mostra que estas tribos acreditavam numa vida após a morte.
Estimativas da população indígena na época do descobrimento apontam que existiam no território Brasileiro, mais de 1 000 povos, sendo dois a seis milhões de indígenas. Os índios estavam divididos em tribos, de acordo com o tronco lingüístico ao qual pertenciam: tupi-guaranis (região do litoral), tapuias (região do Planalto Central), aruaques (Amazônia) e caraíbas (Amazônia).
Hoje em dia, são 227 povos (170 línguas), e sua população está em torno de 300 mil. As razões para isso são muitas, desde agressão direta de colonizadores a epidemiade doenças para as quais os índios não tinham imunidade ou cura conhecidas.
A dificuldade em classificar os povos indígenas do Brasil vem do fato de que a violência, durante cinco séculos de colonização em que tiveram tomadas suas terras, destruídos muitos de seus meios de sobrevivência, proibidas suas crenças religiosas, sendo explícita ou disfarçadamente escravizados, provocou enorme mistura de povos e transferência de áreas.

Há grande diversidade cultural entre os povos indígenas no Brasil, mas há também características comuns:

• A habitação coletiva, com as casas dispostas em relação a um espaço cerimonial que pode ser no centro ou não.

• A vida cerimonial é a base da cultura de cada grupo, com as festas que reúnem pessoas de outras aldeias, os ritos de passagem dos adolescentes de ambos os sexos, os rituais de cura e outros.

• A arte faz parte da vida diária, e é encontrada nos potes, nas redes e esteiras, nos bancos para homens e mulheres, e na pintura corporal, sempre presente nos homens.

• A educação das crianças se faz por todos os habitantes da aldeia, desde cedo aprendem a realizar as tarefas necessárias à sobrevivência, tornando-se independentes.

A família podia ser monogâmica ou poligâmica. Deixaram forte herança cultural nos alimentos, tendo ensinado o europeu a comer mandioca, milho, guaraná, palmito, pamonha, canjica; nos objetos, suas redes e jangadas, canoa, armadilhas de caça e pesca; no vocabulário: em topônimos como Curitiba, Piauí, etc; em nomes de frutas nativas ou de animais: caju, jacaré, abacaxi, tatu. Ensinaram algumas técnicas como o trabalho em cerâmica e o preparo da farinha. E deixaram no brasileiro hábitos como o uso do tabaco, mas sobretudo o costume do banho diário.

POVOS INDÍGENAS NO CEARÁ

Genocídio e Resistência

De todas as zonas do Brasil onde os autóctones repeliram longa e bravamente os assaltos dos conquistadores nenhuma apresenta tão grande resistência à invasão quanto o Nordeste.
Os povos indígenas que habitavam a região da província do “Siará” foram protagonistas de heróicas batalhas contra os invasores. Nestas terras viviam, dentre outros, os Anassés, os Tremembés, os Inhuamuns, os Quixadás, os Jucás; os Canindés; os Jenipapos, os Cariris e a nação dos potiguaras, até então a mais numerosa delas, que habitavam o litoral desde o Rio Grande do Norte até o Ceará, com muitas outras variações pela região. Todos esses povos foram convencionados e denominados pelos conquistadores através da pejorativa alcunha de “tapuia”, que na língua jê dos povos do litoral significa “povo bárbaro”.
Estas terras só seriam plenamente colonizadas pelos portugueses depois de mais de um século e meio desde o início chegada dos exploradores europeus. Esse período compreendeu diversas guerras entre invasores e povos defensores de suas terras. Mas a verdade é que a reação portuguesa não tinha dó nem piedade.
A truculência era tanta que até mesmo o sanguinolento bandeirante Domingos Jorge Velho, ao vir para o Ceará convidado, se chocasse e chamasse o lugar de “terra de assassínios”. Não era por menos, pois a ordem da metrópole aconselhava a todos a “degolar quaisquer índios” como ação educativa mais efetiva, pois o cativeiro se mostrava “ineficiente”. E inclusive, salientava a possibilidade de degolar crianças e mulheres com mais facilidade, por não oferecerem tanta resistência. Segundo os documentos oficiais, toda essa barbárie era medida corretiva para obrigá-los a reconhecer como força suprema “as Armas de Sua Majestade”.
Atualmente ninguém chama mais de tribo. Os índios fazem parte de etnias, povos. É falsa a idéia de que, no Ceará, não existem mais índios. No Estado, já houve 42 etnias. Hoje, oficialmente, são 12, mas, na verdade, são 16.




 

 

FOTOGALERIA : "HOMENAGEM NO SITIO"



LEANDRO TAMBELLI


 

 

SANDBOARD


Sandboard é um esporte que consiste em descer dunas de areia, com a utilização de uma espécie de prancha similar à prancha de snowboard, usada na neve.

Foi criado por volta do ano de 1986, em Florianópolis, Brasil. A idéia surgiu como uma alternativa para os surfistas nos dias em que o mar não estava bom para a prática do surfe.

No início, para descer pelas dunas eram utilizados pedaços de pranchas quebradas, de madeira e até papelão. Hoje em dia, o formato é bem parecido com o de uma prancha de snowboard e já existem materiais como a fibra de carbono, considerado o material mais avançado do mercado.

Nos últimos anos, o esporte tem tido um grande crescimento e vem atraindo cada vez mais um número maior de adeptos, principalmente após a veiculação de matérias na mídia. Atualmente, o esporte é praticado em vários países, como: Brasil, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Austrália e África.

Atletas

O principal nome do sandboard brasileiro é, sem dúvida, o tricampeão mundial e tetracampeão sul-americano, Digiácomo Dias. O atleta é o maior destaque no cenário nacional, e grande referência para quem está iniciando no sandboard. Em 2000 no Campeonato Catarinense foi o primeiro atleta no mundo a executar a Double Front Flip (mortal duplo pra frente). Seus principais títulos são o tricampeonato mundial (2001-2003-2005), o tetra-campeonato sul-americano (2000-2002-2003-2004) e o tri-campeonato catarinense.

O Sandboard é um esporte radical que atrai a atenção de atletas do surf, snowboard e até mesmo do Jet ski. Muitos sandboarders se inspiraram nesses outros esportes para realizar seu repertório de manobras nas apresentações.
O seu principal equipamento é a prancha, que deve ter entre 1,20 e 1,70 m de comprimento. É feita de madeira ou de fibra de vidro ou de carbono. A parte inferior da prancha conta com um revestimento em inox, plástico ou ainda uma placa de fórmica, que facilita o deslize. As pranchas possuem ainda duas alças na parte superior para que o atleta encaixe os pés, dando uma maior estabilidade.

Existem as pranchas boas para quem quer velocidade como também há pranchas excelentes para manobras. As pranchas de velocidade são mais finas na frente e largas na parte traseira sendo muito boas para descidas e rampas. Já as pranchas de manobras são iguais nos dois lados, muito parecidas com um skate, permitindo ao atleta dar giros de até 360o.

MANOBRAS NAS DUNAS DE JERI