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Arte. Dança.
Jogo. Luta. Expressão corporal. A Capoeira, prática
centenária de escravos negros e índios, jogada desde
a época da colonização do Brasil, é
um misto de movimento, ritmo, leveza e força. Toda esta
miscelânea torna a capoeira tão rica como complexa.
Os escravos criaram a capoeira para se defenderem no branco opressor
e dos capitães-do-mato, que os vigiavam. Ela era praticada
à noite nas senzalas e também nos quilombos, que
abrigavam escravos fugitivos. Quando os brancos se aproximavam,
os músicos tocavam um ritmo chamado Cavalaria para avisar
os capoeiristas, que deixam de lutar e executavam passos mais
lentos, como se estivessem dançando.

Disfarçada
em brincadeira, a arte se revelou como um jogo de habilidades
físicas e astúcia. Na roda aprecia-se a beleza dos
movimentos vigorosos, ritmados, além dos gestos de malícia.

A Capoeira
Regional foi criada entre o final da década de 1920 pelo
mestre Bimba. Seus pilares são a capoeira primitiva (mais
tarde chamada de Angola) e o batuque (samba-luta).

A luta da Capoeira
não acontece com objetivo de competição entre
os camaradas. Quando o jogo degenera em luta explícita, já
não ocorre a Capoeira. O objetivo da luta é tornar
o capoeirista senhor de si mesmo e integrado ao grupo. As características
do jogo são regidas pelo toque do berimbau, instrumento que
se destaca na “orquestra”, que pode incluir também
pandeiro, atabaque, caxixi e o agogô. Ao contrário
de que muitos acham o berimbau - principal instrumento usado na
capoeira - não tem origem nem africana, nem brasileira: sua
origem é cubana. Em Cuba, era um instrumento religioso, usado
para contatar os espíritos dos mortos.
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O estilo
regional é caracterizado pela mistura de malícia
da Capoeira Angola com o jogo rápido de movimentos. A
Capoeira Angola, criada por Mestre Pastinha, é considerada
mais tradicional e considera a capoeira como um jogo matreiro,
de disfarce e ludibriação. O capoeirista moderno,
que acabou unindo as duas modalidades, tem que ter e desenvolver
coordenação, ginga e ritmo musical. Deve incorporar
práticas acrobáticas, cadência, força
e prontidão.

5 Milhôes
é o número estimado de praticantes de capoeira no
mundo inteiro. A dificuldade maior dos estrangeiros é a
ginga. O brasileiro, naturalmente, tem o quadril mais flexível,
por suas danças. A ginga é o movimento básico
da capoeira. É a parte da "dança" da capoeira.
É comum esconder na ginga a malandragem do capoeirista
e enganar o adversário. A
ginga serve também para descanso, mas não tirando
a possibilidade de ataque e contra-ataque. É a dança
que se usa antes de atacar o oponente, com objectivo de distraí-lo,
e também uma oportunidade para raciocinar a luta (pensar
nos golpes).
MOVIMENTO DE CAPOEIRA
ANIMADO

Seqüência
de Ensino de Mestre Bimba
O Mestre
criou o primeiro método de ensino da capoeira, que consta
de uma seqüência lógica de movimentos de ataque,
defesa e contra-ataque, podendo ser ministrada para os iniciantes
na forma simplificada, o que permite que os alunos aprendam jogando
com uma forte motivação e segurança.
A seqüência original completa de ensino é formada
com 17 golpes, onde cada aluno executa 154 movimentos
Os golpes integrantes da Seqüência são:
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| Cocorinha |
Cabeçada |
Godeme |
Galopante |
| Giro |
Joelhada |
Martelo |
Meia Lua de Compasso
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| Queixada |
Negativa |
Palma |
Meia Lua de Frente
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| Rolê |
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